minha cabeça pesa, cambaleia enquanto leio. meus olhos protestam com irritação a estarem abertos, enquanto pontos especificos do meu corpo latejam avisando que é hora de parar.
nada me anima, só penso em trabalho e ignoro que haja algo melhor a se fazer.
não há interesse além de contruir um ninho, um lugar onde possa repousar a cabeça. meu olhos não param abertos!
claro que o teu cheiro não parece mais tão vibrante, que teu toque não é mais tão quente...meu sentidos estão sobrecarregados, meu pensamento ocupado demais pra você!
só quero que você me espere, um pouquinho. que me deixe chegar em casa depois de um longo ano de trabalho sem queixas ou cobranças. vai ser bom para nós dois.
construa meu tempo bom, arquitete o meu descanso com o mesmo cuidado que arquiteta seus personagens!
há um futuro em algum lugar que quero alcançar, e quero que você esteja comigo.
faço por mim, não minto.
Monday, April 05, 2010
Wednesday, December 30, 2009
the end has no end.
eu sei que nada é eterno. sempre soube.
é burrice minha insistir em crêr, esperança vã. tudo se renova, ou se destrói.
estamos nos destruindo. buscamos ser o mesmo do principio, o mesmo de sempre, porém ruimos na tentativa.
meu coração está comprimido, pequeno. meu rosto fica quente a qualquer segundo que lembre do seu nome, as lágrimas prontas pra escorrer.
é dolorosa a expectativa, saber que vai acabar a qualquer momento e tentar antever o instante em que vamos deixar de existir juntos.
não paro de pensar no assunto, não paro de chorar. meus movimentos ficaram contidos nos ultimos dias, nem articulo os braços nem dou passadas com liberdade. nunca mais respirei profundamente.
ajo como se estivesse sobre um campo minado, contenho movimentos ao máximo e fico ansiosa pra saber de onde virá a próxima explosão.
fui burra, comecei uma coisa que eu já sabia o final. perdi meu tempo cometendo os mesmos erros e construindo a mesma velha história.
o fim não tem fim.
é burrice minha insistir em crêr, esperança vã. tudo se renova, ou se destrói.
estamos nos destruindo. buscamos ser o mesmo do principio, o mesmo de sempre, porém ruimos na tentativa.
meu coração está comprimido, pequeno. meu rosto fica quente a qualquer segundo que lembre do seu nome, as lágrimas prontas pra escorrer.
é dolorosa a expectativa, saber que vai acabar a qualquer momento e tentar antever o instante em que vamos deixar de existir juntos.
não paro de pensar no assunto, não paro de chorar. meus movimentos ficaram contidos nos ultimos dias, nem articulo os braços nem dou passadas com liberdade. nunca mais respirei profundamente.
ajo como se estivesse sobre um campo minado, contenho movimentos ao máximo e fico ansiosa pra saber de onde virá a próxima explosão.
fui burra, comecei uma coisa que eu já sabia o final. perdi meu tempo cometendo os mesmos erros e construindo a mesma velha história.
o fim não tem fim.
Friday, December 04, 2009
dust.
você conhece a sensação, quando tudo está prestes a mudar?
o seu mundo parece frágil, tudo prestes a ruir em pouquissimo tempo. todas as coisas construidas.
pó.
repenso no que me trouxe aqui, o que temo perder.
por isso mudanças são tão dolorosas, eu não suporto perder nada, ninguém gosta.
ando me esforçando para lembrar como era antes de tudo se tornar dificil, antes de me machucar.
é por isso que odeio mudanças, eu não lembro.
há só uma dor onde costumava viver uma eu inteira, só uma marca dolorida.
eu me perdi ao longo das mudanças, e continuo me perdendo. me reconstruo e viro pó, todas as vezes.
é por isso.
o seu mundo parece frágil, tudo prestes a ruir em pouquissimo tempo. todas as coisas construidas.
pó.
repenso no que me trouxe aqui, o que temo perder.
por isso mudanças são tão dolorosas, eu não suporto perder nada, ninguém gosta.
ando me esforçando para lembrar como era antes de tudo se tornar dificil, antes de me machucar.
é por isso que odeio mudanças, eu não lembro.
há só uma dor onde costumava viver uma eu inteira, só uma marca dolorida.
eu me perdi ao longo das mudanças, e continuo me perdendo. me reconstruo e viro pó, todas as vezes.
é por isso.
Monday, November 30, 2009
o grito.
respiração curta, calor, desconforto. as imagens passam rápido, os sons ficam desagradáveis e tudo me incomoda.
vejo tudo muito rápido, falo rápido, não refreio o pior de mim.
ouço tudo em gritos. as músicas gritam, os amores gritam, o chuveiro pingando grita.
eu grito.
afundo as unhas na pele, isolo meu ambiente, mordo o lábio inferior até quase sangrar.
as imagens passam rápido: celular sendo estraçalhado contra a parede, faca sendo cravada na carne, lápis quebrado e lágrimas.
eu grito.
vejo tudo muito rápido, falo rápido, não refreio o pior de mim.
ouço tudo em gritos. as músicas gritam, os amores gritam, o chuveiro pingando grita.
eu grito.
afundo as unhas na pele, isolo meu ambiente, mordo o lábio inferior até quase sangrar.
as imagens passam rápido: celular sendo estraçalhado contra a parede, faca sendo cravada na carne, lápis quebrado e lágrimas.
eu grito.
Tuesday, November 24, 2009
hardworking
saber nunca foi tão importante pra alguém.
trabalhar triplicado em me safar não faz de mim boa em nada, só uma menina tentando se safar. verdade.
começo rabiscando com minuncia, um medo palpável de errar e ter de fazer novamente o que eu não queria fazer em primeiro lugar. respiro frustração e expiro movimentos bruscos sobre o papel caro, muito mais caro que os 15 reais empregados.
escondo as linhas, apago minha aspereza de idéias, observo as cores ao meu redor na esperança de reproduzir algo "natural".
natural sou eu, deseperada, tentando me safar de mais um periodo cheio de coisas que eu devia só saber.
trabalhar triplicado em me safar não faz de mim boa em nada, só uma menina tentando se safar. verdade.
começo rabiscando com minuncia, um medo palpável de errar e ter de fazer novamente o que eu não queria fazer em primeiro lugar. respiro frustração e expiro movimentos bruscos sobre o papel caro, muito mais caro que os 15 reais empregados.
escondo as linhas, apago minha aspereza de idéias, observo as cores ao meu redor na esperança de reproduzir algo "natural".
natural sou eu, deseperada, tentando me safar de mais um periodo cheio de coisas que eu devia só saber.
Tuesday, October 20, 2009
objeto
sabia que precisava fazer algo, mas não conseguia pensar.
caminhou pelos corredores da faculdade até que avistou uma grande porta, dando para um estacionamento aberto e algumas caçambas de lixo. não sabia o que devia fazer, só que tinha muita beleza nos entulhos sob o sol.
a luz do meio-dia quase a cegando brilhava sobre uma lixeira em particular, carregada de pedaços de madeira e móveis destroçados.não se conteve, caminhou um pouco mais, curiosidade e uma sensação de estar acolhida, algo que lhe lembrava um lar. parada, diante dos despedaços da sua universidade, viu uma mesinha, atarracada e de uma extrema simpatia, quase rindo.hesitou por pura coerção social. queria se jogar e abraçar a pequena mesa, sem defeitos aos seus olhos.
- Boa tarde! Quer ajuda? - uma voz estranha interrompia um raro momento de intimidade.
- Ah! Boa tarde.
- Quer que eu pegue alguma coisa pra você daí? - o guarda solicito.
- Ah, er, quero sim. Essa mesinha.
-Deixa eu ver...É, eles jogam umas coisas fora muito boas pra vocês, né? hahaha.
sabia que os outros alunos costumavam pegar coisas no lixo para levar até o ateliê, a surpresa irracional.
e ele pegou a mesa, ofereceu levá-la até o seu espaço de trabalho.
agradeceu, o pequeno objeto agora sem valor a seguindo rumo a um novo dia sem nada especial.
(também no blog escadas histéricas)
caminhou pelos corredores da faculdade até que avistou uma grande porta, dando para um estacionamento aberto e algumas caçambas de lixo. não sabia o que devia fazer, só que tinha muita beleza nos entulhos sob o sol.
a luz do meio-dia quase a cegando brilhava sobre uma lixeira em particular, carregada de pedaços de madeira e móveis destroçados.não se conteve, caminhou um pouco mais, curiosidade e uma sensação de estar acolhida, algo que lhe lembrava um lar. parada, diante dos despedaços da sua universidade, viu uma mesinha, atarracada e de uma extrema simpatia, quase rindo.hesitou por pura coerção social. queria se jogar e abraçar a pequena mesa, sem defeitos aos seus olhos.
- Boa tarde! Quer ajuda? - uma voz estranha interrompia um raro momento de intimidade.
- Ah! Boa tarde.
- Quer que eu pegue alguma coisa pra você daí? - o guarda solicito.
- Ah, er, quero sim. Essa mesinha.
-Deixa eu ver...É, eles jogam umas coisas fora muito boas pra vocês, né? hahaha.
sabia que os outros alunos costumavam pegar coisas no lixo para levar até o ateliê, a surpresa irracional.
e ele pegou a mesa, ofereceu levá-la até o seu espaço de trabalho.
agradeceu, o pequeno objeto agora sem valor a seguindo rumo a um novo dia sem nada especial.
(também no blog escadas histéricas)
fé
o universo contraria a praticidade.
embora eu tente e deseje agir de maneira objetiva e clara, seguindo os planos, o mundo sempre impõe sua soberania do acaso.
por acaso, sinto-me infeliz. falta-me aquela visão de um futuro melhor.
sempre pergunto-me se Deus está ouvindo minhas orações ou se, talvez, eu tenha feito o pedido errado. não estou motivada e contorno os conflitos me anulando.
decidir.
não entendo os planos do divino e temo que fazerSua vontade acabe me levando por um caminho longo demais para atravessar com minhas passadas vaciantes.
o mais angustiante é esse eterno tatear no escuro. por quê, em nome de Deus, sempre tenho a resposta de tudo o que não e importa?!
começo a fazer um paralelo de como ajo na faculdade, nos relacinametos e na vida. tenho medo de tentar e errar.
começo meus desenhos com medo de falhar e não respeito meu periodo de experimentação. não sei tentar, só sei fazer. não aceito aprender, quero saber.
transformo uma caracteristica infantil em hipocrisia, pois sempre levanto do alto da minha sabedoria para dizer que respeito o tempo e os erros que cometi como aprendizado e minha essência quando na verdade apenas os tolero/ justifico por falta de opção.
não aprendo a desculpar, sequer a mim mesma. só sei dar desculpas.
desperdiço a minha retórica contrariando, debatendo, reclamando.
desperdício.
embora eu tente e deseje agir de maneira objetiva e clara, seguindo os planos, o mundo sempre impõe sua soberania do acaso.
por acaso, sinto-me infeliz. falta-me aquela visão de um futuro melhor.
sempre pergunto-me se Deus está ouvindo minhas orações ou se, talvez, eu tenha feito o pedido errado. não estou motivada e contorno os conflitos me anulando.
decidir.
não entendo os planos do divino e temo que fazerSua vontade acabe me levando por um caminho longo demais para atravessar com minhas passadas vaciantes.
o mais angustiante é esse eterno tatear no escuro. por quê, em nome de Deus, sempre tenho a resposta de tudo o que não e importa?!
começo a fazer um paralelo de como ajo na faculdade, nos relacinametos e na vida. tenho medo de tentar e errar.
começo meus desenhos com medo de falhar e não respeito meu periodo de experimentação. não sei tentar, só sei fazer. não aceito aprender, quero saber.
transformo uma caracteristica infantil em hipocrisia, pois sempre levanto do alto da minha sabedoria para dizer que respeito o tempo e os erros que cometi como aprendizado e minha essência quando na verdade apenas os tolero/ justifico por falta de opção.
não aprendo a desculpar, sequer a mim mesma. só sei dar desculpas.
desperdiço a minha retórica contrariando, debatendo, reclamando.
desperdício.
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